Por Andrew Mittendorfer*

O e-commerce brasileiro começou 2017 com o pé direito. Segundo contas da Ebit, a expectativa de faturamento no ano será entre 10% e 15%.  O estudo “Tendências do E-Commerce Brasileiro 2017”, realizado com 750 mil lojas online da América Latina, aponta que o país responde, sozinho, por 75% do mercado, número quase dez vezes maior que o México (8,5%), segundo colocado no ranking.

Por se tratar de uma modalidade que, a princípio, exige pouco investimento inicial – quando comparada à abertura de espaços físicos, a tendência é que o segmento cresça ainda mais.  Investir em uma loja online pode ser uma boa alternativa para quem deseja empreender, no entanto, planejamento é fundamental.

Confira algumas dicas valiosas para dar início ao seu e-commerce:

Planejamento

Antes de qualquer decisão, analise qual o nicho de mercado e quais categorias de produtos pretende comercializar na loja virtual. Tenha atenção ao mix de produtos: quanto mais opções estiverem à venda, maiores serão as chances de conversão.

Elabore um plano estratégico de negócios e foque nas metas estabelecidas. Esses dados irão orientar a tomada de decisões.

Em seguida, estude a plataforma na qual o e-Commerce será desenvolvido e defina os meios de pagamento e formas de entrega que estarão disponíveis para o cliente.

Plataforma

Existem no mercado formatos diferentes de plataformas, principalmente em aspectos estruturais, nível de escalabilidade e personalização.

Avalie também os seguintes pilares no momento de escolher a plataforma ideal:

Custos: saiba o valor do pacote de hospedagem do e-commerce (ou os valores das mensalidades) e elabore uma planilha com projeção de gastos. É importante também estar atento aos níveis de serviço durante a avaliação dos custos;

Segurança: Devido às transações com dados sigilosos de clientes, a segurança é um item de atenção primordial. Utilize uma conexão segura (criptografada) em seu site e adote rotinas de segurança.

Funcionalidade: a plataforma escolhida deve estar adequada ao segmento do negócio e recursos necessários;

Integração: a solução deve ser compatível com canais externos, como operadoras de cartões de crédito, mídias sociais e empresas de frete, por exemplo.

Design

Lojas virtuais devem ser intuitivas e funcionais, para que os clientes potenciais encontrem facilmente o que procuram. O propósito é tornar as informações e os produtos acessíveis aos mais diversos perfis de compradores, portanto favorecer a experiência do usuário é um dos pontos primordiais para se obter sucesso nas vendas.

Por meio da comunicação visual bem estruturada, um e-commerce deve refletir a essência da empresa: o layout deve ser simples e adaptável aos diversos tamanhos de displays e gadgets, sejam notebooks, tablets e smartphones.

As imagens dos produtos merecem cuidado especial. Tenha atenção na qualidade das fotos e apresente os detalhes dos produtos em diversos ângulos.

Atendimento

E-commerces também se alimentam de relacionamentos e é preciso nutri-los de forma eficaz. Leve em consideração que o ambiente digital é “frio”, quando comparado à loja física.

Neste sentido, é importante que a sua empresa tenha uma pessoa, equipe ou mesmo uma empresa terceirizada que interaja com elogios, críticas ou até sugestões feitos pelos usuários.

Cuidado para não ser invasivo ou exagerado nas interações e concentre-se na satisfação do cliente.

É preciso estar pronto para interagir com todos!

Pagamento

Quanto mais alternativas de pagamento forem disponibilizadas, maiores serão as chances de converter a venda.

Cartões de débito ou crédito, boleto bancário, transferências e depósitos são os métodos mais comuns. Dependendo do perfil do e-commerce, existem ainda formas mais sofisticadas.

Entrega

Rapidez é fundamental para o cliente. Dessa forma, também é necessário optar por modalidades de entrega eficientes: se por meio de transportadoras ou através dos Correios. O tipo de produto comercializado, assim como as dimensões, o peso e a perecibilidade, fazem toda a diferença nesta etapa.

Outro tópico que deve ficar visível é a política de troca dos produtos. O contato do cliente com o atendimento deve ser rápido e eficiente, para evitar possíveis transtornos que afetem negativamente a imagem do e-commerce.

Divulgação

Tornar o e-commerce conhecido é fundamental para o sucesso da iniciativa. Marcar presença nas mídias sociais, por exemplo, é uma forma eficiente, eficaz e econômica para promover a loja virtual e aproximar-se do público. Existem outras estratégias de marketing digital igualmente acessíveis, como as mídias sociais.

Monitoramento

Monitore de perto todo o ambiente do e-commerce e garanta o bom funcionamento e a estabilidade do servidor no qual a loja virtual está hospedada.

Crie rotinas de atualização e, principalmente, protocolos de segurança, para evitar fraudes ou invasão. Também realize testes periódicos na loja, como fluxos de compras e funcionalidades.

A maioria dos sistemas dispõe de funções e recursos de monitoramento que permitem ao gestor acompanhar o desempenho de cada sessão específica da plataforma.

Por fim, também é importante estar atento a mudanças nas funcionalidades das plataformas: há sempre novas métricas para avaliar o desemprenho do canal.

Boas vendas!

* Head of Digital na Agência 242, Andrew Mittendorfer é bacharel em Publicidade e Propaganda pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e, desde 2011, lidera projetos digitais atuando na gestão de mais de 30 iniciativas, entre e-commerces, portais e websites. E-mail: andrew@agencia242.com.br 

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