Paloma Bernardi, Carolina Dieckmann, Andreia Horta, Fernanda Paes Leme, Dira Paes, Débora Bloch e Ingrid Guimarães fazem parte de grupo de mulheres que estão apoiando a troca de nome do Aeroporto Galeão para Maria da Penha para dar mais visibilidade à causa.

As atrizes Paloma Bernardi, Carolina Dieckmann, Andreia Horta, Fernanda Paes Leme, Dira Paes, Ingrid Guimaraes, Emanuelle Araújo, Camila Lucciola, Débora Bloch, Débora Lamm, Thais Melchior, a apresentadora Eliana e as cantoras Marina Lima e Luiza Possi são algumas das mulheres que estão apoiando a causa da violência contra a mulher nesta quarta-feira, 8 de março. Em linha com a campanha Trocando Destinos, lançada hoje e que mudou o nome do Aeroporto do Galeão para Maria da Penha durante 10 dias para dar visibilidade à questão, elas postaram mensagens em suas redes sociais chamando a atenção para o problema.

Paloma, Fernanda e a apresentadora Sarah Oliveira usaram o Twitter para compartilhar sua indignação: “ O Riogaleão emprestou seu nome para trocar o destino de muitas mulheres. Vamos agir contra a violência de gênero. #TrocandoDestinos. Carolina, Andreia, Eliana, Emanuelle, Thaís, Débora Bloch, Débora Lamm, Camila, Luíza e Marina fizeram sua mensagem no Instagram. Ingrid Guimaraes e a apresentadora Sarah Oliveira se manifestaram no Facebook.

O humorista Leandro Hassum foi mais longe: trocou seu nome em sua conta no Twitter para Maria da Penha. “Eu troquei de nome para ajudar a trocar o destino de muitas mulheres. Todos precisam agir contra a violência de gênero. #TrocandoDestinos”, disse ele, que também postou em seu Instagram. A diretora da novela Rock Story, Maria de Médicis, e a produtora Fabiana Winits fizeram o mesmo, passando a se chamar Maria da Penha. Dira Paes optou por gravar um vídeo em sua conta no Instagram: “Hoje eu mudo meu nome para Maria da Penha”.

Segundo Paulo Castro, Vice-Presidente de criação da Agência3, o engajamento de influenciadoras é de enorme importância, mostrando a preocupação delas em relação à causa e oferecendo maior visibilidade ao movimento. “A ação no Riogaleão está tendo ótima repercussão e acreditamos que por ser um local onde diariamente circula grande número de pessoas, a causa terá grande visibilidade. Com a ajuda dessas mulheres incríveis vamos conseguir ampliar a discussão. Ficamos muito felizes também de ver homens aderindo a ação. A cada 1h30 uma mulher é assassinada por um homem, no Brasil, simplesmente por ser mulher. Isso é intolerável”, disse ele.

De acordo com o “Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil”, uma compilação de indicadores nacionais e estaduais realizada pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Instituto de Pesquisa DataSenado, mais de 4.800 mulheres foram assassinadas em 2014 em todo o país. O estudo leva em conta o número de homicídios de mulheres registrados em 2014 no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. Para cada 100 mil mulheres no país, a taxa foi de 4,6% de assassinatos. Ainda, durante o carnaval, na última semana, o Rio registrou uma agressão a mulheres a cada quatro minutos, segundo dados da Polícia Militar.

Até o dia 17 de março, o Aeroporto Internacional Tom Jobim estará ambientado com peças da campanha e terá a emblemática voz de Iris Lettieri dando as boas-vindas ao “Aeroporto Maria da Penha” aos visitantes que utilizarem o estacionamento. Para completar, a Rádio RIOgaleão apresentará, durante uma hora por dia, o programa “Agora é que São Elas”, com um repertório de músicas de grandes nomes femininos da música popular brasileira. A programação começará no dia 8 e ficará até o final do mês, todo dia a partir das 8h.

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